Impactos do coronavírus na economia mundial e brasileira

 

Por: Maurício Oliveira

O avanço do coronavírus pelo mundo tem provocado abalos nos mercados globais. O surto do vírus teve início na China e já se disseminou em cerca de trinta países. Os impactos econômicos se verificam de maneira mais forte na redução da produção na China e na paralisação de algumas atividades em países como Coréia do Sul, Irã e Itália.

A desaceleração da economia global foi confirmada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) que alerta para quedas do Produto Interno Bruto (PIB) na China e em diversos países afetados pelo vírus. A China é a segunda maior economia do mundo e com participação de 16% no PIB global. A redução do consumo e da atividade econômica nesse país com fechamento de fábricas e lojas afetam diretamente o mundo e, principalmente, o Brasil.

Em termos de impactos financeiros o avanço da epidemia derrubou as principais bolsas de valores do mundo. No Brasil a queda chegou a 7%. As atividades econômicas mais afetadas com a redução no preço das ações estão as companhias aéreas e empresas dos setores de turismo, tecnologia, eletrônicos, minérios, automóveis e até alimentos. Tudo isso diminui os lucros e gera uma ruptura na cadeia de suprimentos. Enquanto as bolsas despencam o dólar bate recorde de altas sucessivas.

A desaceleração da economia chinesa afeta fortemente o Brasil. A China é um importante mercado comprador de commodities brasileiras como minério de ferro e soja. O país asiático também é um grande fornecedor de produtos eletrônicos, tanto de peças para montagem na nossa indústria local como de produtos finais para o consumo. A crise do vírus vai afetar as receitas de exportações brasileiras, paralisar indústrias e reduzir o nosso consumo.

Outro impacto para a economia brasileira é no setor petrolífero, pois 65% do petróleo produzido pela Petrobrás é vendido para a China. A queda no preço do barril de petróleo no mundo, consequência da redução da demanda global, afeta também para baixo o resultado financeiro da Petrobrás e a arrecadação do governo brasileiro com royalties.

Esses impactos econômicos no Brasil já vêm reduzindo a projeção de crescimento do PIB. Especialistas já trabalham com uma expansão de no máximo 2% em 2020. A desvalorização do real frente ao dólar também continuará. O nível de entrada de capitais externos e de investimentos produtivos poderá ficar comprometido se o vírus se propagar no país.

O cenário econômico para o futuro não é nada animador. Tudo vai depender do avanço ou recuo da disseminação do coronavírus. Especialistas no assunto adiantam que a epidemia tende a se espalhar pela Europa e países orientais. O Brasil também já é rota do novo vírus. A situação econômica do Brasil e do mundo está na dependência dos avanços científicos para frear essa epidemia.

Fonte: COBAP 


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