Com a reabertura do comércio e da circulação da população, situação é de monitoramento dos índices de saúde e da economia

Maurício Oliveira – Assessor econômico da COBAP

 

O Brasil se tornou o novo epicentro da pandemia do coronavirus no mundo, e ele vem se espalhando rapidamente por todo o interior do país. A curva de contágio continua acelerando e, atualmente, somos o 2º colocado no mundo em total de casos de infecção e de mortes, atrás apenas dos EUA. Apesar desse quadro alarmante, em muitos lugares do país já estão sendo adotadas a flexibilização do isolamento social e a reabertura do comércio.

Trabalhadores informais sem renda fixa e as micro e pequenas empresas, setores mais fragilizados, tentam se reinventar para superar os impactos da pandemia em seus negócios. A recuperação vai ser demorada e sem previsões, devido à queda da renda e do consumo em todo o país. Além disso, as medidas impostas para controlar o fluxo de mobilidade social, evitar aglomerações e também para proteger a população de novos contágios causarão um ritmo lento nas vendas do comércio em geral.

Nesse contexto, será fundamental o monitoramento dos indicadores de saúde (se vão piorar ou não) para poder analisar se a reabertura vai continuar ou se será necessário um novo período de quarentena. Será preciso acompanhar diariamente o comportamento da curva de contágio do coronavirus em cada Estado e município. Como não existe uma coordenação nacional da pandemia, governadores e prefeitos, bem como os veículos de comunicação, deverão ficar atentos para o dia a dia desse novo quadro de retorno às atividades do país.

Com relação aos resultados concretos da reabertura do comércio e de outras atividades, é fundamental também realizar o monitoramento dos indicadores econômicos, de forma a verificar o comportamento dos agentes, sejam os milhões de pequenos vendedores ambulantes espalhados pelo país, mas também avaliar o grau de reação do faturamento das milhares de micro e pequenas empresas que se encontram muito endividadas e, em sua maioria, à beira da falência.

Para dar um ímpeto de liquidez para a retomada de funcionamento das micro e pequenas empresas, o Governo Federal liberou crédito. Entretanto, esse crédito, dirigido principalmente para capital de giro e pagamento dos empregados, está parado no sistema financeiro. Os bancos têm criado dificuldades para o acesso a esse dinheiro. Isso piora a situação das empresas. Em relação aos trabalhadores informais sem renda fixa, continua a discussão entre o legislativo e o executivo em relação à ampliação, por mais alguns meses, do auxílio emergencial de R$ 600. O impasse está no valor, se será o mesmo valor ou se inferior.

Por fim, é importante enfatizar que a reabertura econômica, bem como a circulação das pessoas, têm que ser estritamente vigiadas de acordo com as regras sanitárias. Com relação à população do grupo de risco e os idosos em geral, a recomendação é que permaneçam em casa.

 

Fonte: COBAP


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