1ª marcha dos idosos

14/10/2011

Reivindicando uma cidade mais humanizada, que ofereça condições de mobilidade e respeito à pessoa idosa, entidades comprometidas com a causa se concentram no Campo Grande, no dia7, semana passada, e seguiram em direção à Praça Castro Alves, cobrando das autoridades uma atenção especial para o segmento, que hoje representa quase 30 por cento da população idosa de Salvador, que contabiliza perto de 300 mil. Alegria nos protestos Puxados por um minitrio, com faixas e cartazes de protestos, os manifestantes deram um tom alegre de primavera à caminhada, mostrando disposição para a luta por um envelhecimento digno. Segundo as estatísticas, Salvador é uma das capitais que apresentam uma das maiores populações com idade acima de 60 anos, traduzindo em percentuais, 47,8%. Na faixa de 80 anos ou mais, já bate na casa de 86% . A expectativa é que vá aumentando cada vez mais, considerando que esse é o segmento que mais cresce no Brasil e na Bahia. Esses dados já preocupam, pois o aumento da expectativa de vida requer mudanças nas políticas sociais dos governos, obrigados por força de uma realidade a repensar suas administrações para as cidades, nas quais o idoso não é contemplado. São transportes precários, acessibilidade caótica nos espaços da cidade, por conta de ruas esburacadas, registrando-se vários acidentes graves e até com óbitos, sem falar no desrespeito constantes ao atendimento preferencial em todos os serviços públicos e privados, previsto no Estatuto do Idoso, necessitando-se muitas vezes de se recorrer ao Ministério Público em defesa dos seus direitos. Executivos boicotam Na Castro Alves, onde culminou a manifestação, idosos deram um abraço simbólico na praça. Vereadores e representantes de entidades se revezaram em discursos, denunciando o descaso das autoridades municipais e estaduais que se mostram indiferentes ao clamor continuado dos idosos, pedindo um melhor tratamento, um local de convivência permanente, denunciando também os abusos e violências, não só nas comunidades onde habitam, como no ambiente familiar. Uma das oradoras, Belanísia Ribeiro, presidente da Niapi- Núcleo Interinstitucional de Ação Pró Idoso, denunciou os sucessivos boicotes por parte de gestores públicos, notadamente do município, aos projetos e propostas que são encaminhados ao poder executivo, através dos seus conselhos de idosos, mostrando em relatórios as necessidades e a situação de risco que vivem os idosos de famílias de baixa de renda que moram nas periferias da cidade. O vice-presidente do Conselho Estadual do Idoso, Marcos Barroso e coordenador geral da Asaprev-BA, apoiou os protestos e disse que a implementação de políticas específicas para os idosos é uma obrigação dos poderes públicos e que está nessa luta, não só por um dever de consciência, enquanto profissional do direito, como um herdeiro dessa luta, deixada pelo seu falecido pai, Gilson Costa, o maior líder até então, das causas dos idosos, não só da Bahia como nacionalmente.

Ascom/ Asaprev-BA/ Euvanice Santos – Jornalista DRT-BA 675