Governo diz não ter grana para a saúde e nem para aumento de aposentados e socorre bancos

16/9/2011

Para as instituições financeiras que não administraram com eficiência e responsabilidade, o Governo tem o famoso Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer). Tem sido divulgado amplamente pela mídia que o Banco Central vai abrir mão de R$ 18,6 bilhões para que quatro bancos que quebraram na década de noventa quitem as suas dívidas. Alegam os governantes não ter dinheiro para a saúde e para atualização e regularização das aposentadorias e pensões, entretanto, para suprir quem causou prejuízo ao País, os recursos existem e se facilita. Até quando seremos vítimas de discriminação? Aos aposentados e pensionistas nega-se um reajuste digno. Promove-se a desigualdade entre segurados de um mesmo Sistema Previdenciário. Veta-se dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), impedindo aumento real dos proventos de quem percebe acima do salário mínimo. Nega-se a votação do PL-4434/2008, que propõe reajuste acima do salário mínimo para quem ganha acima disso, porém, concede-se perdão a quem quebrou por incompetência ou esperteza. Verifica-se, portanto, que a desigualdade de tratamento praticado pelo próprio governo continua a nos massacrar como se fôssemos os causadores dos desmandos praticados na administração do País.Por conta de todas essas coisas não devemos nos afastar das reivindicações que formulamos e que foram amplamente discutidas por todas as entidades que congregam aposentados, pensionistas e pessoas idosas, comandadas pela Confederação Brasileira de Associações de Aposentados- Cobap, as quais estão expressas nos projetos de lei remetidos ao Congresso Nacional. Com destaque, a PL-4434/2008, cuja proposta é a atualização e regularização das aposentadorias e pensões. Aos deputados federais compete a apreciação e votação de preferência favorável como já aconteceu no Senado Federal.

Frente Informa/ Ascom-Asaprev.