INSS beneficia seus caloteiros e STF reduz tempo de prescrição da dívida

14/10/2011

Enquanto os segurados padecem com o arrocho de benefícios, a sonegação se agiganta e intimida os poderes executivo e judiciário, que só faltam oficializar o perdão de bilhões de dívidas e pedir desculpas se por ventura tentaram cobrar ou executar algum débito. E é exatamente este o maior problema histórico da receita previdenciária, que tem uma perda de receita entre 30 e 40%, por conta dos calotes. “A evasão, elisão, etc. segue nos mesmos patamares. A cobrança da divida ativa andou pra trás. A recuperação de crédito não se efetivou, continua na faixa de 1% do valor da dívida. Estou falando em 1% de bilhões! O banco ou empresa privada que tem recuperação de 1% não se mantém no mercado. A fiscalização acabou. A divulgação da lista dos devedores acabou. A Certidão Negativa de Débito perdeu seu efeito. Nos últimos nove anos, só houve benefícios para os caloteiros e devedores do INSS. Além do que o Supremo Tribunal Federal decidiu reduzir de 10 para cinco anos a decadência da dívida”. Tudo isso é o que consta nos registros do presidente Paulo César Régis de Souza da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasp).

Frente Informa